quinta-feira, 16 de abril de 2015

Resenha n° 08 - A Mais Pura Verdade




Título: A Mais Pura Verdade

Autor: Dan Gemeinhart

Editora: Novo Conceito

Páginas: 224

Classificação: 5 estrelas e favoritado


Sinopse: Em todos os sentidos que interessam, Mark é uma criança normal. Ele tem um cachorro chamado Beau e uma grande amiga, Jessie. Ele gosta de fotografar e de escrever haicais em seu caderno. Seu sonho é um dia escalar uma montanha.


Mas, em certo sentido um sentido muito importante , Mark não tem nada a ver com as outras crianças.


Mark está doente. O tipo de doença que tem a ver com hospital. Tratamento. O tipo de doença da qual algumas pessoas nunca melhoram.

Então, Mark foge. Ele sai de casa com sua máquina fotográfica, seu caderno, seu cachorro e um plano. Um plano para alcançar o topo do Monte Rainier. Nem que seja a última coisa que ele faça.



A Mais Pura Verdade é uma história preciosa e surpreendente sobre grandes questões, pequenos momentos e uma jornada inacreditável.

Skoob


"Sozinho, estou deixando meu lar.
Uma nova jornada, uma nova estrada.
Para as montanhas agora."


Desde os primeiros comentários sobre esse livro, fiquei empolgada e com vontade de lê-lo. E olha que nem sou muito fã de livros sick lit (sick: doença, lit: literatura), se bem que não lembro de ter lido livros desse gênero, pelo contrário, tenho fugido de vários que me indicam, mas isso não vem ao mérito da questão por agora.

A história é contada sob dois aspectos: por um lado Mark nos apresenta sua fuga de casa, acompanhado do seu fiel cãozinho Beau e outro de sua família que está ávida por notícias do garoto.

Mark é um garoto franzino, com um câncer que vai e volta ao longo de anos de sua infância, agora ele tem 12 anos e sonha escalar uma montanha, visto que foi a última promessa que fez ao seu avô. Acompanhamos sua jornada, suas aventuras e desventuras. Esse é aquele tipo de livro em que você lê com o coração na mão, com vontade de adentrar no livro para ajudar o garoto e o cão, dar apoio, um ombro amigo, ou apenas conhecer mais da história de bravura de ambos.

Em contrapartida, temos os pais de Mark, desesperados por encontrar o filho, para que o mesmo inicie um novo tratamento, pois há pouco tempo descobriram que a doença do garoto voltou. E também temos a narrativa da melhor amiga de Mark, Jess que sempre esteve presente, nos bons e maus momentos, dividindo alegrias e tristezas. Mark deixou um bilhete para a amiga, contando onde estaria indo e a mesma fica dividida entre ajudar as autoridades ou honrar a promessa de fidelidade ao amigo.

Mark carrega uma pequena bagagem e nos brinda com alguns haicais (poemas japoneses formados de três versos, onde o primeiro e terceiro são compostos de 5 sílabas e o segundo de 7 sílabas), que nos demonstram o quanto o garoto é sensível e perspicaz quanto à sua condição física e psicológica.

Por meio de uma narrativa envolvente e personagens cativantes, a leitura é rápida e emocionante. Não dá para largar enquanto não terminar a história.

Prepare-se para a emoção e já deixe a caixa de lenços do lado.



domingo, 5 de abril de 2015

Resultado da Maratona Literária de Páscoa (24 em 48)



Estava com tantos livros para ler, inclusive uma leitura meio pausada, fazia no mínimo duas semanas, então quando vi a Maratona Literária de Páscoa, proposto pela Nayana do Distrações Diárias, não pensei duas vezes, montei uma meta de leitura e comecei a ler assim que tive a oportunidade.

A Maratona consistia em ler por 24 horas, não seguidas, em um prazo de 48 horas.

Devo dizer que não marquei o tempo de leitura e talvez nem tenha usado todo esse prazo, mas... consegui atingir a minha proposta. o/

Comecei na quinta feira às 22 horas, com A Morte de Sarai, o livro que estava com a leitura pausada há duas semanas (a rotina semanal não tem me deixado ler o tanto que gostaria), demorei a pegar o ritmo e depois de iniciada a leitura, logo deu sono e fui dormir. (cansaço falou mais alto), acordei cedo na sexta feira e continuei a leitura, até finalizar.

O próximo da lista foi A Mais Pura Verdade, um livro sem igual, dormi um pouco após o almoço e continuei a leitura até o final da noite. Estava chocada com os fatos narrados pelo livro.

Aí começou a parte da procrastinação durante a maratona literária, (afinal quem nunca?), fiquei acordada até altas horas da madrugada e não li mais nenhum livro. rs

No sábado, acabei lendo o último livro da Meta de leitura: Remoto e Improvável, um livro que demorei a conseguir começar a ler (explicarei melhor na resenha).

Foi uma experiência bem legal, não coloquei uma meta muito pretensiosa, por medo de não conseguir atingí-la e o melhor foi trocar experiências no grupo que a Nayana criou no Facebook, para tal intuito.

Maratonas literárias nos feriados têm me ajudado a empolgar nas leituras ao ponto de me fazer pensar qual será o próximo feriado prolongado e qual será a próxima meta. hehehe

Dentro dos próximos dias, as resenhas desses três livros lidos durante tal maratona serão postadas.

E você, já participou ou pretende numa próxima oportunidade? 

Ah, quase ia esquecendo de comentar: a Juliana do Café com Livros também participou dessa maratona. 













quinta-feira, 2 de abril de 2015

Maratona Literária de Páscoa (24 em 48)




A Nayana do Distrações Diárias criou uma maratona para esse feriado de Páscoa que pode ser conferida aqui.

Tal maratona consiste em ler por 24 hs no período de 48 hs.

Vai me ajudar a dar uma acelerada nas leituras que andam paradas há quase 2 semanas. Tentarei resenhar alguns dos livros e talvez fazer um post contando como foi o meu progresso.

Vamos aos livros escolhidos:

1) A Morte de Sarai - J.A. Redmerski - 255 páginas (esse já está iniciado)

2) A Mais Pura Verdade - Dan Gemeinhart - 224 páginas

3) Remoto e Improvável - Guilherme Oli e Paloma Leite - 120 páginas


Se animar, tentarei reler o primeiro livro escrito da Agatha Christie, ou talvez algum ebook. 

Também foi criado um grupo no Facebook para conversar sobre metas e/ou progresso de leitura.

Alguém disposto a encarar uma maratona literária?



terça-feira, 31 de março de 2015

Entrevista #01 - Marina Carvalho



Uma amiga blogueira decidiu fazer uma série de posts para comemorar o mês de março, dando enfoque nas mulheres. Caso queira conferir os posts, só visitar o blog Café com Livros da Juliana.
Outro dia, veio me contar que entrevistaria a Marina Carvalho (minha autora nacional favorita) e, me pediu ajuda para algumas perguntas. Como fã girl, não poderia deixar de contribuir. Eis aqui o resultado:

No post de hoje, para encerrar o Especial Mês da Mulher, vamos conhecer um pouco mais sobre Marina Carvalho. A escritora mineira, que ficou conhecida por suas obras Simplesmente Ana e De Repente, Ana, é uma boa referência de personagens adequados para jovens. 
A escolha de Marina como uma das escritoras que se destaca na literatura nacional atual se dá tanto pela qualidade de seus textos quanto pela identificação de suas personagens femininas com o nosso lado mais sonhador e mais romântico.
Suas mocinhas despertam nosso lado mais romântico e sonhador. Não é à toa que ela conquistou uma série de fãs pelo Brasil afora. Com a qualidade de seus textos e a simpatia e doçura com que trata todos que a procuram, Marina tem alcançado cada vez mais sucesso e vários amigos pela internet afora.
É por isso que hoje eu e uma amiga, também super fã (ou algo mais que isso, acho que super fã, no caso dela é pouco), a Cintia, do blog Panda Reader's vamos trazer pra vocês a entrevista que a Marina nos concedeu. Falamos de muitas coisas, mas, principalmente, de Elena, o novo livro de Marina, que será lançado mês que vem!

1 - O livro Elena conta a história da filha de Ana e Alex. Nesse livro, os nossos queridos protagonistas das histórias anteriores estarão mais velhos. Teremos uma participação ativa deles, ou serão apenas personagens secundários agora?

Marina Carvalho: Ah, o que posso dizer? Ana e Alex são peças importantíssimas na história da Elena, mas deixaram de ser os protagonistas. De qualquer forma, a presença deles é constante e fundamental para o desenvolvimento do enredo.


2 - E os personagens secundários dos outros livros, como o rei e Irina? Teremos alguma novidade com relação a eles?

Marina Carvalho: Ju, você está me deixando numa situação difícil. Se eu responder a essa pergunta, vou acabar entregando o ouro, de um jeito ou de outro. rsrsrs Mas... Assumo: eles aparecerão também.


3 - Elena será o fim da história da Krósvia, ou podemos esperar mais dessa nova geração da personagem?

Marina Carvalho: Hoje, dia 27 de março de 2015, declaro que ELENA coloca um ponto final na história da Krósvia. Mas eu sou volúvel. Quem sabe eu acabe mudando de ideia um dia desses? Rsrsrs


4 - O que a fez mudar o estilo de narrativa e escrever Elena como um New Adult?

Marina Carvalho: Bom, eu sou muito fã do gênero NA. Adoro os livros da Jamie McGuire, da Colleen Hoover, da Tamara Weber. Quis me desafiar ao escrever algo nesse estilo. Deu trabalho, mas eu amei cada etapa do desenvolvimento do enredo. Acho que alcancei meu objetivo. Hehehe


5 - Agora falando de Rafa e Bernardo, podemos esperar mais histórias envolvendo estes personagens?

Marina Carvalho: A princípio, só mais uma. Estou escrevendo a história deles sob a ótica do Bernardo agora.


6 - Você é fã de volei e sempre menciona algo em seus livros. Esses fatos tem alguma relação com coisas que aconteceram na vida real ou é tudo ficção mesmo?

Marina Carvalho:  Ah, eu amo vôlei desde pequenininha. Assisto a muito jogos ao vivo, nos ginásios, e já fui jogadora (péssima) na época da escola. É o esporte coletivo que mais aprecio. Por isso acabo fazendo menção a ele nas minhas histórias.


7 - A Cintia criou o Panda Reader's para estimular seus alunos a ler. Como você vê sua influência como escritora entre seus alunos, ou entre a garotada em geral?

Marina Carvalho: Eu sempre incentivei a leitura entre meus alunos, antes mesmo de me tornar escritora. Faço isso sendo uma leitora voraz, que gosta de ler histórias que fazem a cabeça deles, como os livros de fantasia, romance e mistério. Hoje, como escritora, percebo que a influência aumentou, mas a responsabilidade também. Acredito que a meninada vê em mim um caso que acabou dando certo, e isso, por si só, é um modelo que muitos querem seguir.


8 - Como você enxerga as protagonistas femininas dos livros publicados mais recentemente? Você acha que elas retratam a realidade das mulheres de hoje, ou ainda há algum estereótipo que precisaria ser desfeito?

Marina Carvalho: Eu penso que não há um estereótipo. Cada caso é um caso. Existem mocinhas recatadas, submissas, seguras de si, autossuficientes, avançadas, enfim, de todas as formas possíveis. Precisamos, como leitores, saber diferenciá-las e entender que é tudo ficção. Se isso fica claro para todo mundo, beleza! O que não dá é para adquirir uma personalidade literária e sair por aí agindo feito Anas, Anastasias, Hermiones, Bellas, etc. Afinal, livro é livro e vida real é vida real.


E então, gostaram? Dentro em breve farei um outro post sobre como conheci os livros da Marina Carvalho e outras ideias (parar por aqui para não estragar a surpresa).


domingo, 22 de março de 2015

Crítica n° 01 - O Caso dos Dez Negrinhos (Peça de Teatro)

E o sonho de uma vida se concretizou...
Ao ter o conhecimento que um dos livros mais famosos da Agatha Christie seria encenada em São Paulo, não sosseguei enquanto não fui conferir o espetáculo.
A Companhia London é a responsável pela adaptação brasileira e, a peça está em cartaz às sextas, sábados e domingos às 20 hs, até o final do mês de março.

Essa peça foi adaptada pela própria Agatha Christie para o teatro e, por decidir assisti-la, reli o livro para relembrar os detalhes, a resenha pode ser conferida aqui.

Informações Úteis

O Caso dos Dez Negrinhos

Onde: Teatro Brigadeiro. Av.Brigadeiro Luis Antonio, 884 São Paulo – SP
Quando: Sextas | Sábados | Domingos às 20h00
Duração: 1h45min

Sinopse

Oito pessoas vão passar alguns dias em uma ilha, onde já estão dois empregados, sendo que essas 10 pessoas não conhecem o anfitrião. Após o primeiro jantar, são confrontados por uma voz misteriosa, vindo de uma gravação, acusando-os de ter cometido assassinatos nos seus passados e, logo após, começam a ser assassinadas. Procuram na ilha por possíveis esconderijos e ao constatar que não há mais ninguém na mesma exceto eles, começam a trocar informações e acusações, pois dentre eles está o cruel assassino que segue à risca uma canção de ninar, colocada na lareira.

Como fã de Agatha Christie, não poderia perder a oportunidade de conferir uma adaptação teatral de um dos melhores livros da Dama do Crime. Mesmo morando no interior do estado, fui até a capital duas vezes para conferir.

O texto foi originalmente adaptado pela própria autora, tendo alterado alguns detalhes para melhor se adequar aos palcos. E que foi magistralmente seguido nessa versão brasileira.

O cenário é simples e bem montado, basicamente um ambiente com algumas perspectivas de outros ligados ao principal: sala de visitas. Os personagens foram muito bem construídos pelos atores, que souberam conduzir com maestria a apresentação de cada um à plateia.

A primeira vez em que assisti, estava numa posição privilegiada, então acompanhei cada movimento, com plena convicção de que, se tivesse alguém me filmando, teria captado os brilhos nos olhos de uma fã incondicional da obra da Rainha do Crime, tendo parecido sonhando e se imaginando inserida no meio do palco juntamente com os demais personagens.

Era tanta emoção aflorando que nem ao menos percebia o tempo passando, tentava lembrar a ordem exata das mortes, para focar a atenção nos atores e onde os demais estavam.

O texto ficou bem fluído, com leves toques de humor, os atores muito bem ensaiados, com uma entonação ótima, trejeitos, olhares, expressões faciais, vestuário, enfim... não é por ser fã da obra da autora, mas não tive do que reclamar. A diversão foi tão garantida que fui obrigada a voltar e levar amigas para confirmar o quanto está imperdível.

E o final da peça é diferente do livro, sem spoiler, um dos grandes comentários dos espectadores, pois vários não sabiam que foi a própria Agatha a mudar o final da peça, quem já leu o livro, sabe bem o porquê disso.

E o carisma dos atores que interpretam os personagens do Lombardi e Vera, me encantaram ao assistir a peça e mais ainda ao conversar após o espetáculo.

Se mora ou tem oportunidade de ir até São Paulo no próximo final de semana, se programe para assistir a peça, sinto por ter demorado a dar essa dica, mas não se arrependerão de curtir uma peça de um livro tão sensacional como esse e tão polêmico quanto.

E quem sabe, vamos torcer para a Companhia London se inspirar e trazer outras montagens de alguma outra obra da genial Agatha Christie.









sábado, 21 de março de 2015

Resenha n° 07 - E Não Sobrou Nenhum



Título: E Não Sobrou Nenhum

Autor: Agatha Christie

Editora: Globo Livros

Páginas: 400

Classificação: 5 estrelas e favoritado


Sinopse: E não sobrou nenhum - Maior sucesso de Agatha Christie e marco da literatura policial do século XX ganha nova edição. Uma das mais complexas tramas da autora: E não sobrou nenhum cativa e arrebata os leitores. Em meio a conflitos psicológicos e uma coleção de suspeitos, um criminoso escapa às garras da lei. No seu momento de maturidade literária, intensa criatividade e inventividade, Agatha Christie nos brinda com: E não sobrou nenhum, considerado o melhor livro de suspense de todos os tempos, uma pérola do romance policial. Uma trama urdida cuidadosamente onde nenhum detalhe está fora do lugar, com a construção de incríveis elementos: a ilha deserta e isolada, a grande mansão e principalmente o fato de todos os convidados serem mutuamente suspeitos. Com essa atmosfera a autora já abre inúmeras possibilidades para a evolução da trama, e este é um dos seus grandes trunfos utilizados com muita argúcia para enriquecer o enredo. Outro fator que atesta a importância e a força desta ambientação é que os elementos utilizados por Agatha Christie tornaram-se alguns dos lugares-comuns mais visitados de toda a ficção policial em filmes, seriados, novelas e até mesmo em jogos de tabuleiro. Outro aspecto explorado no romance é a exposição de facetas psicológicas dos personagens que ganham grande importância, pois é desta camada que vão surgindo alguns estados de loucura que são evidenciados em função do confinamento, do medo de ser a próxima vítima e da suspeita mútua de quem possa ser o assassino. Os supostos crimes cometidos vêm à tona, e ao longo do livro vão ganhando camadas e elucidando os motivos que unem personagens tão díspares. Culpados ou inocentes? Algozes ou vítimas? Nesse jogo de gato e rato identificar o assassino não é tarefa fácil e o leitor vai aventando possibilidades, perscrutando os personagens e mergulhando nesta trama onde culpa, arrependimento e loucura vão se confundindo. Lançado em 1939 E não sobrou nenhum quebrou as regras vigentes até então para o gênero policial e investigativo, porque em sua narrativa nenhum detetive soluciona o mistério e o criminoso escapa das garras da lei. A obra também foi adaptada para o cinema pelo diretor René Clair, em 1945, com o título O Vingador Invisível. Aclamado pelo público trata-se de uma aula de como elaborar um romance do gênero: apegado ao real, sem excessos, com personagens consistentes e fluidez. É sem dúvida um romance basilar do gênero. A autora Agatha Christie (1890-1976) é a mais famosa escritora de romances policiais do mundo, e uma das escritoras mais vendidas e traduzidas em todos os tempos. Durante praticamente cinquenta anos, a autora inglesa, considerada a Rainha do Crime, escreveu oitenta romances, várias coletâneas de contos e doze peças teatrais. 


Bom, primeiro vou situá-los sobre essa edição em que li. É uma reedição de um dos mais famosos livros da Agatha Christie, o livro mais conhecido como O Caso dos Dez Negrinhos, cuja edição na figura abaixo, foi a primeira em que li.



O Caso dos Dez Negrinhos foi publicado em 1939, no Reino Unido, o título criou uma certa polêmica ao chegar nos Estados Unidos, onde recebeu outro nome: Os Dez Indiozinhos (outra polêmica) o que acarretou na mudança para esse título E Não Sobrou Nenhum (particularmente não gostei desse título, quem já leu sabe o porquê). Essas polêmicas giraram em torno de racismo, o que não se configura por ser referência à cantiga de ninar que dá origem ao nome do livro.

Polêmicas a parte, vamos as minhas impressões sobre essa releitura.

Apesar de fazer muito tempo desde a última vez em que li esse livro, por sinal foram tantas que nem sei contabilizar o total, a cada página lida vinha uma sensação maravilhosa de rememorar a escrita de minha primeira e eterna escritora favorita, a mentora do gênero policial que tanto amo ler.

Optei por essa edição por estar disponibilizado no Kindle Unlimited, estilo de empréstimo de livros digitais, sempre que tenho a opção pela leitura em livro físico ou ebook, acabo por optar em ebook pela facilidade em aumentar a letra e ler a noite. 

Logo no inicio notei uma mudança em alguns aspectos nessa edição, mas acho que estou me precipitando. Vamos ao enredo primeiro.

Oito pessoas são convidadas a passar alguns dias em uma ilha onde havia uma certa especulação sobre quem seria o dono. Sendo que na ilha, já estão dois empregados para recebê-los. Somos apresentados a cada personagem e o narrador onipresente nos permite adentrar nos pensamentos mais íntimos de cada um e, nos mostra o quanto são suspeitos desde o início, ou seria somente por conta da releitura?

Depois de uma noite agradável em que todos se conhecem e jantam, surge uma voz acusando cada um dos presentes de ter cometido um assassinato, causando um pânico generalizado, pessoas tentando se justificar, provar sua inocência, ao que acontece a primeira morte.

Algumas horas se passam e após outras mortes, os hóspedes começam a associá-las com a canção de ninar que está em cima da lareira de cada quarto e, coincidentemente ou não, é seguida a risca, ao mesmo tempo em que as estátuas de soldadinhos (nessa edição) são quebradas, indicando as pessoas mortas.

Os hóspedes/suspeitos então passam a tentar se analisar mutuamente, de modo a descobrir quem seria o assassino, que só pode ser um dos presentes. O lado psicológico entra em cena, pois nenhum das supostas vítimas sabe ao menos quem é o assassino e muito menos quem será a próxima vítima.

O que você ainda está esperando e não foi procurar esse livro para ler? Corre.









quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Resultado da Maratona Literária de Carnaval




Hoje vou falar um pouco de como foram as leituras durante a Maratona Literária de Carnaval.

O sábado foi meio conturbado, pois havia combinado um cinema com amigas. Por isso comecei a ler desde cedo, mesmo assim não consegui ler ele inteiro. Dentre passeios em shoppings e paradas estratégicas em algumas lojas, sempre abria o Kindle e lia algumas páginas.

Contando isso e esqueci de falar o livro: Pólvora - Tico Santa Cruz. Esse livro foi escolhido por ser policial e pequeno. Quem já me conhece um pouco, sabe da minha adoração pelo gênero.

Quase termino antes da sessão de cinema, mas daí seria admitir completamente ser anti social. Deixei para terminá-lo de madrugada ao chegar em casa. A vontade de resenhar na hora era enorme, mas o cansaço falou mais alto.

No domingo passei parte da manhã escrevendo a resenha e depois fui para o segundo livro da meta: O Homem de Todas as Minhas Vidas - Vanessa Bosso, como disse na resenha, foi difícil encontrar um ritmo de leitura, depois foi ler incontrolavelmente até terminá-lo. Comprei todos os ebooks da autora e vou lê-los ao longo do ano, por isso decidi colocar um nessa maratona e, esse foi o escolhido.

Segunda foi um dia ruim, pois o livro iniciado foi A Mais Bela Melodia - Carol Teles, escolhido devido às altas classificações na Amazon e por estar no Kindle Unlimited, mas a leitura do mesmo não fluiu como esperado, ainda penso se devo continuar a ler e depois resenhar.

Terça foi o dia de ler o livro bônus: As Batidas Perdidas do Coração - Bianca Briones e que intensidade, foi o momento em que algumas pessoas poderiam me falar: te avisei que era bom, demorou a ler por quê? A escolha desse foi explicada no post inicial da maratona literária.

Quarta foi dia de voltar a trabalhar e li somente uma parte do livro A Menina Mais Fria de Coldtown - Holly Black. Esse foi escolhido por ser um dos livros do mês do Clube do Livro de Ribeirão Preto, ainda vou continuar a leitura para depois resenhá-lo.

Contabilizando tudo, foram 1133 páginas de 5 livros, sendo 3 finalizados em 5 dias de maratona. Uma média considerável de 226 páginas por dia.

Talvez tivesse conseguido mais páginas lidas, se o livro maior não tivesse sido um fiasco, talvez não.

E a sua maratona, como foi? Comente.







quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Resenha n° 06 - As Batidas Perdidas do Coração



Título: As Batidas Perdidas do Coração

Autor: Bianca Briones

Editora: Verus

Páginas: 406

Classificação: 5 estrelas

Sinopse:  Viviane acaba de perder o pai. Com a mãe em depressão, ela se vê obrigada a assumir o controle da casa com o irmão mais novo. Rafael teve o pai assassinado há alguns anos e agora viu quatro pessoas de sua família, incluindo a única irmã, morrerem em um acidente de carro. 

Viviane pertence a uma classe social que ele despreza. Rafael é tudo o que ela sempre ouviu que deveria evitar. Eles são opostos, porém dividem a mesma dor. Jamais se aproximariam se a morte não os colocasse frente a frente, e agora, por mais que saibam que são completamente errados um para o outro, não conseguem evitar uma intensa conexão, que poderá salvá-los ou condená-los para sempre.

As batidas perdidas do coração é uma história sobre perdas e como cada um lida com elas. É o encontro atormentado entre a dor e o amor. Com uma narrativa sexy, envolvente e repleta de música, este livro traz a última tentativa de duas pessoas arruinadas que, juntas, buscam desesperadamente se encontrar.


Skoob

Lembro da comoção da época do lançamento desse livro na Bienal do Livro de SP, mas não poderia tentar os autógrafos porque estava viajando. E, devo confessar que achava que não iria gostar do livro. Não sei explicar, mas vamos nos deter aos fatos.


Talvez por isso tenha mantido esse livro longe das listas de compra, mesmo com várias pessoas me indicando, mas como nem tudo estava perdido, comprei em ebook, depois de longas conversas, decidi colocá-lo na meta da Maratona Literária de Carnaval, li e eis aqui as minhas impressões.


Interessante o fato de que mal lia livros nacionais e a partir do ano passado, não só comecei a me aventurar como conheci pessoalmente vários autores, peguei autógrafos, tietei e a cada dia que passa, acabo "descobrindo" novos queridinhos. Acho que Bianca Briones já entrou nessa lista. Quero ler mais e mais dessa história e de outras futuras.

"Meu pai dizia que, quando descobrimos que estamos apaixonados, o coração fica tão assustado que pula um batimento, como se estivesse se preparando para todas as variações de velocidade que vai ter que enfrentar a partir daí. É o que ele chamava de “batidas perdidas do coração”. Segundo ele, o coração nunca recupera o ritmo correto até se encontrar no peito de outra pessoa."

A narrativa do livro alterna entre os dois personagens principais: Viviane, uma garota de família rica que perdeu seu pai recentemente e, Rafael, um garoto que perdeu 5 parentes nos últimos anos, de forma trágica.


E o que não se esperava era a aproximação entre duas pessoas de mundos tão diferentes, mas a dor comum, os faz perceber que não é só apoio que vão encontrar um no outro, começa uma paixão arrebatadora que esbarra nos problemas que Viviane tem em parte de sua família aceitar seu novo relacionamento com Rafael por seu jeito de "bad boy".


A alternância de foco narrativo nos dá a perspectiva de como cada um dos protagonistas encara as circunstâncias de como está a sua vida e do quanto a presença do outro ajuda a amenizar a dor.

Claro que estou enfatizando os personagens principais, mas não posso deixar de comentar os demais personagens. Como não adorar e não querer saber mais de Rodrigo, Lucas, Bernardo, Branca, Lex, Fernanda e até do vô Fernando?


Mas fica o aviso: não é daquelas histórias de amor com todas as partes cor de rosa, mesmo por que eu mesma não gosto de livros assim. Esse é um livro intenso, com passagens fortes, duras e verdadeiras e que tem o seu propósito. Não estava preparada para tantas emoções e foi uma grata surpresa. E para ajudar a ambientar mais um pouco, tem as partes onde se encaixam trechos de músicas, ou nos inícios de capítulos ou inseridos no meio da trama mesmo, dá uma vontade insana de sair buscando as músicas para ouvir enquanto está lendo. 

E por último, devo dizer que esse livro me arrebatou de uma maneira tão grandiosa que me vi chorando em várias partes. Esses autores que me fazem chorar merecem prêmios, por que sou do estilo bem duro na queda.




















segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Resenha n° 05 - O Homem de Todas as Minhas Vidas


Título: O Homem de Todas as Minhas Vidas

Autor: Vanessa Bosso

Editora: Independente

Páginas: 349

Classificação: 4 estrelas

Sinopse: O Homem de Todas as Minhas Vidas - Qual mulher não quer amar e ser amada além da vida? Melhor ainda, por todas as suas vidas?

Lise reconhece que o amor pode ser um presente e também uma maldição. Nascida com o dom de relembrar todas as suas vidas anteriores, ela sabe que sua alma gêmea sempre conseguiu encontrá-la, independente das adversidades, alcançando seu coração com aqueles belos olhos violeta.

Recorda-se, com amargura, que sua felicidade ao lado daquele homem nunca durou, já que suas vidas sempre terminaram em sangue, dor e morte.


Disposta a mudar o seu destino, resolve fugir do mundo e viver em uma pequena cidade perdida no meio do nada, longe de tudo... inclusive, da possibilidade de amar.


Mas ninguém foge ao seu destino.


O reencontro com o homem de todas as suas vidas já está escrito e o amor ressurgirá de forma avassaladora, acionando de imediato o cronômetro que os levará a uma nova tragédia.


Mesmo conhecendo o desfecho, será que Lise manterá sua sanidade e resistirá a esse homem? Poderá ela mudar o final dessa história? E afinal, por que isso acontece vida após vida?


O Homem de Todas as Minhas Vidas mostra como os verdadeiros sentimentos podem ultrapassar o tempo e espaço. Prepare-se para viver uma trama cheia de reviravoltas, fantasmas do passado e do presente e, mais do que tudo, uma verdadeira celebração à vida como só Vanessa Bosso seria capaz de fazer.


Skoob

Não poderia ter feitos escolhas mais acertadas para essa Maratona Literária de Carnaval. Cada livro uma emoção diferente, leituras que me fizeram pensar de maneira diversa.

E mais um livro nacional que acaba com o meu coração em determinada parte, mas acho que estou me apressando, vou falar um pouco da história e depois volto nesses sentimentos.

"Que a morte descortina uma infinidade de opções, novas possibilidades de crescimento e até de redenção."

O livro é narrado em primeira pessoa, pela Elise (que não gosta muito do seu nome, prefere ser chamada de Lise) que logo nos explica o porquê de sua vida tão pacata assim. Lise se lembra de suas vidas passadas (7) e de como todas envolviam uma paixão avassaladora por um certo homem de olhos violetas e aos poucos, conta como cada uma dessas existências passadas acabaram de maneira trágica, com os amantes sendo assassinados de maneira brutal.

Lise não consegue entender como pode se lembrar de cada detalhe e que as pessoas não acreditam quando ela contava os fatos ocorridos, desde a sua infância, tendo inclusive sido obrigada a procurar auxílio psiquiátrico. Até se convencer de que não adiantava "lutar" com a desconfiança das pessoas e decidiu-se não só a não comentar, como tentar se esconder desse destino que insistia em levá-la ao grande amor de sua vida e a sua consequente morte.

Diante desse fato, Lise decide morar em uma cidade bem pequena, vive entre seu artesanato e ajuda no restaurante de sua avó (a única a entendê-la sobre suas lembranças de vidas passadas). Tudo está tranquilo na sua vida, até conhecer o subdelegado e um certo professor.

A partir daí, tudo parece sair do seu controle, Lise fica perdida entre revelar seu conhecimento e o que deve fazer, ficar e tentar mudar o seu destino ou fugir novamente.

Engraçado, pra dizer o mínimo é que outro dia mesmo, estava em uma conversa sobre leitores que leem um pouco de tudo, nem que seja para conhecer novos estilos e eis que me deparo com um livro que é diferente dos 3 livros anteriores que li da Vanessa Bosso. Talvez por isso tenha demorado um pouco a me empolgar com a leitura, porém isso não pode ser levado para o lado negativo, muito pelo contrário.

Deixa explicar melhor. É que a narrativa demorou um pouco para me empolgar, meio natural, visto que a personagem estava dividida entre contar detalhes que se lembrava das vidas passadas, ao mesmo tempo em que nos deixava a par dos acontecimentos atuais.

Depois de alguns capítulos, já sabendo o rumo dos fatos, fui me apegando aos personagens e torcendo a cada virar de páginas. E uma determinada parte me fez sentir aquele aperto no coração e vontade de pegar os personagens no colo, um sentimento que tive em vários livros ao longo do último ano. Será que estou ficando muito sentimental?

E algo me diz que alguns outros livros da Vanessa Bosso vão me surpreender tanto quanto esse. Alguém duvida?



















domingo, 15 de fevereiro de 2015

Resenha n° 04 - Pólvora

Título: Pólvora

Autor: Tico Santa Cruz

Editora: Belas Letras

Páginas: 168

Classificação: 4 estrelas

Sinopse: A novela policial originalmente publicada na internet com mais de 300 mil leitores.Pólvora é o livro proibido do roqueiro Tico Santa Cruz, definido pelo próprio autor como uma narrativa "psicótica, suja e violenta". Inicialmente escrito em capítulos curtos para postar em seu blog, em poucas semanas virou fenômeno na rede. Uma leitura intensa e chocante sobre terror e caos, hipocrisia e preconceitos, política e serial killers. Mas, acima de tudo, sobre o lado mais sombrio de cada um de nós.




Minha história com esse livro começou de uma maneira totalmente atípica. Confesso que não conheço o autor como músico, só de nome, não me julguem por não gostar do estilo musical em que ele se projeta, isso não vem ao mérito em questão. Pelo menos, em minha defesa, sei que o mesmo é politizado e tem bastante bom senso, visto os posts que aparecem compartilhados do músico na minha "Time Line" do Facebook. Fiquei sabendo do lançamento e/ou noite de autógrafos que teria do seu livro aqui em Ribeirão Preto e fui me aventurar por ter lido a sinopse e saber que o livro era policial.



Ignorem a minha falta de fotogenia e o fato da foto estar tremida. Depender de ajuda nesses eventos resulta em fotos assim. 

Ao me decidir por estipular a meta para a Maratona Literária de Carnaval com livros nacionais, coloquei esse por dois motivos:

- Ser um livro policial;
- Ser um livro curto.

Decidi começar a leitura por ele por esses mesmos motivos e qual não foi a minha surpresa ao me deparar com um thriller psicológico ou quase psicótico, que ficava mais intenso e instigante a cada virar de páginas.

Aqui vai um adendo, comprei o livro, peguei autógrafo, mas não curti muito a diagramação, letras muito pequenas para quem tem problemas de vista como eu, então comprei o ebook na Amazon e li no meu Kindle, sou desse tipo de louca, e não me arrependi, primeiro por que o ebook está baratinho e além de poder aumentar a letra, dá para ter uma noção de quanto tempo falta para o término do capítulo (baseado no seu ritmo de leitura) ou do livro. 

Tudo bem, chega de propaganda de graça para a Amazon. Voltemos a resenha. 

Tico sabe como envolver o leitor na sua história e o mais interessante é que a princípio foi publicado aos poucos no blog do cantor. Acho que sofreria por demais se tivesse lido dessa maneira, pois ao acabar um capítulo, você se pega ansioso para saber o que vem a seguir. Isso é o mais importante ao se ler um livro desse estilo.

A narrativa é feita em primeira pessoa, onde um banqueiro, sem nome, nos conta como conheceu a enfermeira Lorena, chamada por ele de Lore, e de como uma viagem deles começa a sair, ou entrar nos eixos, depois de alguns rompantes da jovem, iniciando uma série de assaltos, assassinatos, muito sexo e drogas, além de outras companhias que eles encontram pelo caminho.

Tudo isso é alternado com reminiscências de infância, adolescência do personagem principal.

Ao longo da narrativa ficava me questionando que não era um livro policial, beirava o thriller e quase chegando ao terror. O mais interessante é que havia saído ontem e a cada momento em que parava, pegava o Kindle e começava a ler. Acho que algumas pessoas devem ter me achado totalmente insana pelas minhas feições ao ler. Desculpa sociedade por ser anti social até quando saio com amigas, mas a curiosidade ao saber o desenrolar da trama era maior.

Os personagens são tão problemáticos, psicóticos, insanos ou estariam apenas se divertindo e passando bons momentos matando, roubando? Fica a dúvida para a reflexão de todos.

Não posso soltar spoiler, mas o final não foi tão bom quanto esperava, talvez por isso tenha retirado uma estrela, apesar disso, achei um daqueles livros de explodir a cabeça, é como se a Pólvora do título estivesse lá com esse objetivo.

E para quem for ler esse livro e gostar, apenas posso recomendar o livro do Raphael Montes que é tão cheio de emoções quanto esse, senão mais. Anotem aí: Dias Perfeitos que tem o personagem mais amável, psicótico, psicopata que já conheci. Opa, chega... talvez algum dia releia para resenhar apropriadamente.