quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Resenha n° 06 - As Batidas Perdidas do Coração



Título: As Batidas Perdidas do Coração

Autor: Bianca Briones

Editora: Verus

Páginas: 406

Classificação: 5 estrelas

Sinopse:  Viviane acaba de perder o pai. Com a mãe em depressão, ela se vê obrigada a assumir o controle da casa com o irmão mais novo. Rafael teve o pai assassinado há alguns anos e agora viu quatro pessoas de sua família, incluindo a única irmã, morrerem em um acidente de carro. 

Viviane pertence a uma classe social que ele despreza. Rafael é tudo o que ela sempre ouviu que deveria evitar. Eles são opostos, porém dividem a mesma dor. Jamais se aproximariam se a morte não os colocasse frente a frente, e agora, por mais que saibam que são completamente errados um para o outro, não conseguem evitar uma intensa conexão, que poderá salvá-los ou condená-los para sempre.

As batidas perdidas do coração é uma história sobre perdas e como cada um lida com elas. É o encontro atormentado entre a dor e o amor. Com uma narrativa sexy, envolvente e repleta de música, este livro traz a última tentativa de duas pessoas arruinadas que, juntas, buscam desesperadamente se encontrar.


Skoob

Lembro da comoção da época do lançamento desse livro na Bienal do Livro de SP, mas não poderia tentar os autógrafos porque estava viajando. E, devo confessar que achava que não iria gostar do livro. Não sei explicar, mas vamos nos deter aos fatos.


Talvez por isso tenha mantido esse livro longe das listas de compra, mesmo com várias pessoas me indicando, mas como nem tudo estava perdido, comprei em ebook, depois de longas conversas, decidi colocá-lo na meta da Maratona Literária de Carnaval, li e eis aqui as minhas impressões.


Interessante o fato de que mal lia livros nacionais e a partir do ano passado, não só comecei a me aventurar como conheci pessoalmente vários autores, peguei autógrafos, tietei e a cada dia que passa, acabo "descobrindo" novos queridinhos. Acho que Bianca Briones já entrou nessa lista. Quero ler mais e mais dessa história e de outras futuras.

"Meu pai dizia que, quando descobrimos que estamos apaixonados, o coração fica tão assustado que pula um batimento, como se estivesse se preparando para todas as variações de velocidade que vai ter que enfrentar a partir daí. É o que ele chamava de “batidas perdidas do coração”. Segundo ele, o coração nunca recupera o ritmo correto até se encontrar no peito de outra pessoa."

A narrativa do livro alterna entre os dois personagens principais: Viviane, uma garota de família rica que perdeu seu pai recentemente e, Rafael, um garoto que perdeu 5 parentes nos últimos anos, de forma trágica.


E o que não se esperava era a aproximação entre duas pessoas de mundos tão diferentes, mas a dor comum, os faz perceber que não é só apoio que vão encontrar um no outro, começa uma paixão arrebatadora que esbarra nos problemas que Viviane tem em parte de sua família aceitar seu novo relacionamento com Rafael por seu jeito de "bad boy".


A alternância de foco narrativo nos dá a perspectiva de como cada um dos protagonistas encara as circunstâncias de como está a sua vida e do quanto a presença do outro ajuda a amenizar a dor.

Claro que estou enfatizando os personagens principais, mas não posso deixar de comentar os demais personagens. Como não adorar e não querer saber mais de Rodrigo, Lucas, Bernardo, Branca, Lex, Fernanda e até do vô Fernando?


Mas fica o aviso: não é daquelas histórias de amor com todas as partes cor de rosa, mesmo por que eu mesma não gosto de livros assim. Esse é um livro intenso, com passagens fortes, duras e verdadeiras e que tem o seu propósito. Não estava preparada para tantas emoções e foi uma grata surpresa. E para ajudar a ambientar mais um pouco, tem as partes onde se encaixam trechos de músicas, ou nos inícios de capítulos ou inseridos no meio da trama mesmo, dá uma vontade insana de sair buscando as músicas para ouvir enquanto está lendo. 

E por último, devo dizer que esse livro me arrebatou de uma maneira tão grandiosa que me vi chorando em várias partes. Esses autores que me fazem chorar merecem prêmios, por que sou do estilo bem duro na queda.