segunda-feira, 6 de julho de 2015

Resenha n° 13 - Fragmentados


Título: Fragmentados

Autor: Neal Shusterman

Editora: Novo Conceito

Páginas: 368

Classificação: 5 estrelas e favoritado

Sinopse: Em uma sociedade em que os jovens rejeitados são destinados a terem seus corpos reduzidos a pedaços, três fugitivos lutam contra o sistema que os fragmentaria.

Unidos pelo acaso e pelo desespero, esses improváveis companheiros fazem uma alucinante viagem pelo país, conscientes de que suas vidas estão em jogo. Se conseguirem sobreviver até completarem 18 anos, estarão salvos. No entanto, quando cada parte de seus corpos desde as mãos até o coração é caçada por um mundo ensandecido, 18 anos parece muito, muito longe.

O vencedor do Boston Globe-Horn Book Award, Neal Shusterman, desafia as ideias dos leitores sobre a vida: não apenas sobre onde ela começa e termina, mas sobre o que realmente significa estar vivo.


Ganhei esse livro no encontro de Booktubers em Ribeirão Preto e, mal via a hora de começar a leitura. Demorei, pois primeiro tinha de encerrar o bimestre, fechar notas, terminar tudo relacionado ao trabalho para poder aproveitar as férias devidamente e com esse lançamento lindo. Então vamos a ele...

O autor inicia o livro em um ritmo mais lento, natural visto que é uma distopia e precisa ambientar o leitor, apresentar os personagens, nos fazer empolgar e já se importar com os jovens protagonistas logo ao conhecê-los.

É narrado em terceira pessoa, e com capítulos pequenos, centralizados em determinados personagens. No futuro, há "A Lei da Vida" que consiste no fato da vida humana não poder ser tocada desde o momento da concepção até que a criança chegue à idade de 13 anos. Dessa idade até os 18 anos, os pais podem escolher "abortar" retroativamente a criança, mas isso não significa a morte da mesma. O processo em que a criança é eliminada e ao mesmo tempo mantida viva é chamado de Fragmentação.

A explicação para tal finalidade se dá no fato dessas fragmentações serem realizadas para ajudar pessoas que perderam algum membro de seu corpo devido a doenças ou acidentes e precisariam dessas "reposições" que seriam retiradas desses jovens.

Conhecemos 3 jovens e como se chegou à decisão deles se tornarem fragmentários (termo usado para quem vai passar por tal processo), são eles:

Connor --> um jovem rebelde, apronta todas, descobre meio por acaso, que seus pais assinaram o seu pedido de fragmentação e marcaram uma viagem de férias com seu irmão mais novo, no dia seguinte a esse fato.

Risa --> uma garota órfã que vive numa casa estatal e, apesar de ser uma boa garota (não dá trabalho, estudiosa, musicista) não é destaque em nada. Como o estado tem um custo para cuidar desses jovens, decidem que a mesma será fragmentada.

Lev --> filho de uma família religiosa, decidiram a sua concepção como um dízimo e, nunca esconderam isso do garoto, fazendo-o aceitar o destino, por ele ser um garoto especial.

Connor não se conforma com o seu destino e decide fugir antes de ser mandado para a "colheita" (termo usado para o processo), consegue convencer um caminhoneiro a lhe dar uma carona. Acaba sendo descoberto pela polícia e na fuga, acaba se metendo num acidente com o ônibus que transporta Risa dentre outros, pega Lev como refém. Os três acabam fugindo juntos e passam por alguns percalços, até encontram um bebê abandonado (nessa época podem abandonar um bebê, desde que não sejam pegos no ato e, quem os encontra, pode cuidar da criança ou entregar às autoridades). O intuito é se manter escondido até chegar à idade de 18 anos. Quando não se pode mais fragmentar um jovem.

Ao longo dos dias, encontram pessoas que os ajudam e conhecem outros jovens que também fogem desse destino cruel.

A trama é bem interessante e impactante, deixa um questionamento no ar, se isso seria uma maneira de acabar com tráfico de órgãos ou amputamentos. Seria uma maneira de manter os jovens "controlados"? Ou amedrontados com a perspectiva de serem mandados para a fragmentação? Isso poderia ser uma alternativa para o futuro ou só uma história pensada para esse livro? Pensamentos que temos ao longo da leitura, ou só comigo aconteceu isso?

Sabe aquele tipo de livro que você começa e não consegue largar até terminar e que te faz pensar por horas e horas a fio? Se gostar desse tipo de leitura, corra para garantir seu exemplar, escolha um canto e comece a viagem...