quinta-feira, 11 de junho de 2015

Resenha n° 11 - Possuída




Autor: Vanessa Bosso


Editora: Dracaena

Páginas: 456

Classificação: 4 estrelas 


Sinopse: Lucifer possui um plano muito bem engendrado.
Um ser das trevas ultrapassa os limites do tempo-espaço e rasga o véu da realidade mundana. Um corpo humano é roubado e servirá perfeitamente para os planos do submundo.
Para piorar a situação, um anjo guardião é sequestrado.
Entre sussurros, arrepios e mensagens do além, Alicia se vê numa intrincada rede que envolve céu, inferno e o apocalipse.
O que Alicia, uma garota de dezessete anos, tem a ver com tudo isso?
Será que Lucifer conseguirá atingir o seu intento?
Com uma narrativa empolgante, Possuída vai prender você do início ao fim.
Mergulhe de cabeça nesse romance sobrenatural que levará você aos céus... ou ao inferno.


A história é narrada em terceira pessoa, mas o foco narrativo alterna entre os dois personagens principais: Alicia e Lucian.

Alicia é uma jovem de 17 anos que mora com o irmão mais velho, Kadu, depois de seus pais e irmão mais novo terem morrido em um acidente alguns meses antes da história começar.

Lucian é um dos inúmeros filhos de Lúcifer e para conseguir o intento de abrir as portas do inferno, atravessa para a superfície e "toma" o corpo de um jovem, de maneira a se aproximar de Alicia.

O plano de Lucian é fazer com que Alicia se apaixone por ele e que assim consiga o código mágico para abrir as portas do inferno, mas o seu irmão Gael não facilita a sua tarefa, pois consegue fazer alguns contatos com a moça, o que a deixa apavorada no início, por não saber do que se trata.

Tudo vai acontecer no dia do aniversário de 18 anos de Alicia e, a única coisa que me irritou de um tanto foi a teimosia da personagem em não obedecer os avisos. Pronto... desabafei. rs

Mais uma vez foi difícil começar a leitura, mas a Vanessa tem o dom de nos apresentar um tema e nos apegar aos personagens ao ponto de não ver a hora de acabar o livro logo.

E o final... ah, o final... me deixou com o coração apertadinho.

Como diria uma amiga: o que está esperando que ainda não foi ler esse livro, Hein?























sexta-feira, 5 de junho de 2015

Resenha n° 10 - Extraordinário


Autor: R. J. Palacio


Editora: Intrínseca

Páginas: 320

Classificação: 5 estrelas e favoritado


Sinopse: O livro conta a história de Auggie, um menino que nasceu com uma síndrome genética cuja sequela é uma severa deformidade facial. Em um manifesto em favor da gentileza, ele enfrenta uma missão nada fácil quando começa a frequentar a escola pela primeira vez: convencer os colegas de que, apesar da aparência incomum, ele é um menino igual a todos os outros.


"Preceito de Setembro do Sr. Browne: Quando tiver que escolher entre estar certo e ser gentil, escolha ser gentil."

Nunca havia pensado que esse livro iria me sensibilizar tanto assim. E agora sim posso falar: porquê cargas d'água demorei tanto a lê-lo? Talvez pelo fato de ser do estilo sick lit, mas posso adiantar que me arrependi de ter adiado tanto tempo.

O livro é narrado em primeira pessoa, mas com alternância dos mesmos. Primeiro conhecemos August, um garoto de 11 anos, que nasceu com uma deformidade no rosto, por um problema genético. O garoto passou por várias cirurgias, desde em que nasceu e, por isso, nunca frequentou a escola regular, sua mãe é quem lhe dava aulas em casa. Enquanto seus parentes o apoiam em tudo o que faz, as pessoas costumam ter algumas reações ao vê-lo, que deixam sua irmã irritada (do tipo que briga com as mesmas para defendê-lo). Isso faz com que o Auggie tenha um certo receio de aceitar ir para a escola.

O diretor Sr. Buzanfa convida três crianças da turma do quinto ano, antes do início das aulas, para conhecer o Auggie e para serem amigos do garoto: Julian, Charlotte e Jack levam o garoto para um tour pela escola e ao começar as aulas, apesar das reações dos demais alunos, August acaba se aproximando mais de Jack e Summer.

E ao longo do ano letivo, acompanhamos as aventuras desses garotos, suas inseguranças quanto a diversos aspectos, seus pensamentos, suas amizades, suas lealdades, etc.

Olívia me tocou com sua sensibilidade e sua abnegação em relação ao comportamento dos seus pais quanto ao seu irmão, uma garota que aprendeu e amadureceu muito cedo para sua idade.

Agora vou ali terminar de ler o capítulo do Julian e o 365 Dias Extraordinário, pois estou curiosa pelo primeiro e acho que o segundo vai me ajudar nessa atual fase que estou passando.

E você, o que achou da história? Já conferiu os outros livros? Quer resenha deles também?





























terça-feira, 2 de junho de 2015

Maratona Literária de Corpus Christi



Olá pessoal. Sei que as postagens não tem sido tão frequentes quanto eu gostaria, mas a vida corrida e a falta de tempo para ler e escrever tem dificultado as coisas por aqui, mas vamos falar de algo bom?


Esse ano fiz parte de duas maratonas literárias: carnaval e páscoa. Foram experiências no mínimo interessante, pois ajudaram a aumentar a meta de leitura nas épocas propostas. Nesse momento em que as leituras não tem fluido e, depois de um mês em que quase não consegui ler, por n motivos (que não vem ao caso agora), acho que essa maratona que inventei será uma "desculpa" ideal para sair da ressaca literária, ou piorá-la. rs


O mais difícil foi escolher os livros a serem lidos, exatamente por estar numa fase meio complicada. Então vou optar por uma lista gigantesca, assim vou tentar ler o máximo possível e, se acaso não conseguir, ficarão como leituras para um futuro não muito distante. Eis as escolhas:



01 - Sem Esperança (Losing Hope - Hopeless 2)- Colleen Hoover - 320 páginas - Galera Record

Escolhido por ser uma leitura mais rápida, visto que já li o livro em inglês


02 - A Hora da Estrela - Clarice Lispector - 88 páginas - Rocco

Lido faz tempo, vontade de reler por motivos de amor e ódio de Macabéa.


03 - Extraordinário - R. J. Palacio - 320 páginas - Intrínseca

Tem uns 2 anos que me falam para ler esse livro, acho que já chegou a hora.


04 - Mentirosos - E. Lockhart - 272 páginas - Seguinte

Por que falam tanto que esse livro é ótimo e que não se deve ler nada muito aprofundado sobre o enredo para fugir de spoilers. Como tenho vários amigos que amam deixar escapar alguns detalhes, melhor ler logo e descobrir por si só.


05 - Possuída - Vanessa Bosso - 456 páginas - Amazon

Por quê é um livro que estava guardando para uma ocasião especial e os livros da Vanessa são super gostosos de ler. Vai ajudar a sair de vez da Ressaca Literária. <3


06 - Reconstruindo Amelia - Kimberly McCreight - 352 páginas - Arqueiro

Um dos livros que estava super ansiosa para comprar, o fiz durante a bienal de SP no ano passado e, caramba, estava parado todo esse tempo. Passou da hora de ler.


O feriado aqui vai começar na quarta a tarde e vai até o domingo a noite, então serão praticamente 4 dias e meio de leituras. Não sei se conseguirei ler todos, ou se vou ter de trocar alguns, mas uma coisa é certa, todos esses serão lidos em breve, assim como outros que já estão separados e não inclui nessa lista (ainda).

Detalhe: já tenho alguns outros títulos separados, caso algum desses não agrade no momento. Algum palpite sobre?

Alguns dos livros lidos terão resenhas futuras.

E que venha o feriado. o/























terça-feira, 28 de abril de 2015

Resenha n° 09 - Remoto e Improvável



Autor: Guilherme Oli e Paloma Leite

Editora: PerSe

Páginas: 120

Classificação: 4 estrelas


Sinopse: Um homem e uma mulher se conhecem e, por alguma razão misteriosa, se atraem. Por que não se entregar? Afinal, amanhã, ninguém sabe.

Mas e quando há quilômetros de distância e inimigos clássicos de toda persistência amorosa entre eles?

E quando nem os autores sabiam como esse romance terminaria e simplesmente deixaram-se levar por esse turbilhão de emoções vivido pelos personagens?



Este é Remoto e Improvável!



Conheça Tarso e Bia. Uma história epistolar, contada apenas em trocas de e-mails e sem um caminho pré-estabelecido.


E pode ser que seja uma história de amor.







Conheci esse livro por um grande acaso. Fui ao shopping para um evento literário e ao chegar lá, vi que teria outro evento em outra livraria. Como precisava mesmo ir até lá, decidi perguntar aos caixas e pegar o livro em mãos. Ao saber que era todo narrado em forma de emails, empolguei, comprei e peguei autógrafo com o autor.

Olha o mimo que tinha no dia do lançamento: marcador de página e balinhas com a capa do livro.

Ao chegar em casa, depois do outro evento, decidi fazer algo que quase nunca faço antes de ler um livro: ler a dedicatória. Confesso que me arrependi, pois logo na primeira frase vi um erro que me fez perder a vontade de ler o livro aquele dia.

Outro problema é a diagramação e tamanho da fonte. Texto está com a margem muito estreita, o que me irrita um pouco. E a fonte está bem pequena para quem tem problemas de vista como eu.

Dito isso, se explica a demora na leitura? Ou talvez seja apenas uma das muitas neuras da minha parte?

Decidi então comprar o ebook pela Amazon e ler no Kindle. Já expliquei tantas vezes aqui que daqui a pouco vou pedir patrocínio para a Amazon, devido às propagandas gratuitas: dá para aumentar o tamanho da letra. <3

Mas todas as vezes em que tentava ler, esbarrava naquela palavra e a vontade passava. 

Nessa maratona de Páscoa decidi que a hora de ler esse livro era essa. Fui insistir e ignorei a dedicatória do primeiro parágrafo. 

E olha... que livro gostoso de ler. 

Conta a história de Bia e Tarso, um casal que se conhece numa convenção da empresa e seus mundos são tão distantes, não somente as cidades em que moram, mas estilo de vida mesmo.

Depois de uma noite em que passaram juntos, começam a trocar emails e se conhecer.

Bia é a paulistana estilo roqueira, adora fumar, beber, sexo casual, mora com um gato de estimação e tem como melhor amigo um vizinho gay. Fica chocada a princípio com a aproximação de Tarso, pois não imaginava que o rapaz era virgem. Tarso mora no interior e é um cristão todo temente a Deus e com ideias um pouco mais conservadora se comparado a Bia. Mora sozinho, trabalha, frequenta a igreja e é totalmente alheio à tecnologia, só criou o email pessoal para se comunicar com ela.

Os dois decidem continuar a trocar emails para se conhecer melhor e eis que percebemos uma mudança de atitude em ambos personagens: enquanto Tarso começa a se render à tecnologia e passa a usar até o Skype para conversar, Bia passa a ter Tarso como seu único namorado, uma mudança e tanto para a moça. E a partir daí surge...

Vai ter de ler para saber o que acontece entre eles. 

Retirei uma estrela por conta dos erros de português ao longo do livro. Acho que a revisão deixou passar alguns pontos que me irritaram. Infelizmente nem sempre consigo desligar esse lado que adora português. Não foram tantos erros, mas depois daquele inicial, confesso que fiquei mais atenta aos demais (o que me deixa triste em constatar que continuaram).





quinta-feira, 16 de abril de 2015

Resenha n° 08 - A Mais Pura Verdade




Título: A Mais Pura Verdade

Autor: Dan Gemeinhart

Editora: Novo Conceito

Páginas: 224

Classificação: 5 estrelas e favoritado


Sinopse: Em todos os sentidos que interessam, Mark é uma criança normal. Ele tem um cachorro chamado Beau e uma grande amiga, Jessie. Ele gosta de fotografar e de escrever haicais em seu caderno. Seu sonho é um dia escalar uma montanha.


Mas, em certo sentido um sentido muito importante , Mark não tem nada a ver com as outras crianças.


Mark está doente. O tipo de doença que tem a ver com hospital. Tratamento. O tipo de doença da qual algumas pessoas nunca melhoram.

Então, Mark foge. Ele sai de casa com sua máquina fotográfica, seu caderno, seu cachorro e um plano. Um plano para alcançar o topo do Monte Rainier. Nem que seja a última coisa que ele faça.



A Mais Pura Verdade é uma história preciosa e surpreendente sobre grandes questões, pequenos momentos e uma jornada inacreditável.

Skoob


"Sozinho, estou deixando meu lar.
Uma nova jornada, uma nova estrada.
Para as montanhas agora."


Desde os primeiros comentários sobre esse livro, fiquei empolgada e com vontade de lê-lo. E olha que nem sou muito fã de livros sick lit (sick: doença, lit: literatura), se bem que não lembro de ter lido livros desse gênero, pelo contrário, tenho fugido de vários que me indicam, mas isso não vem ao mérito da questão por agora.

A história é contada sob dois aspectos: por um lado Mark nos apresenta sua fuga de casa, acompanhado do seu fiel cãozinho Beau e outro de sua família que está ávida por notícias do garoto.

Mark é um garoto franzino, com um câncer que vai e volta ao longo de anos de sua infância, agora ele tem 12 anos e sonha escalar uma montanha, visto que foi a última promessa que fez ao seu avô. Acompanhamos sua jornada, suas aventuras e desventuras. Esse é aquele tipo de livro em que você lê com o coração na mão, com vontade de adentrar no livro para ajudar o garoto e o cão, dar apoio, um ombro amigo, ou apenas conhecer mais da história de bravura de ambos.

Em contrapartida, temos os pais de Mark, desesperados por encontrar o filho, para que o mesmo inicie um novo tratamento, pois há pouco tempo descobriram que a doença do garoto voltou. E também temos a narrativa da melhor amiga de Mark, Jess que sempre esteve presente, nos bons e maus momentos, dividindo alegrias e tristezas. Mark deixou um bilhete para a amiga, contando onde estaria indo e a mesma fica dividida entre ajudar as autoridades ou honrar a promessa de fidelidade ao amigo.

Mark carrega uma pequena bagagem e nos brinda com alguns haicais (poemas japoneses formados de três versos, onde o primeiro e terceiro são compostos de 5 sílabas e o segundo de 7 sílabas), que nos demonstram o quanto o garoto é sensível e perspicaz quanto à sua condição física e psicológica.

Por meio de uma narrativa envolvente e personagens cativantes, a leitura é rápida e emocionante. Não dá para largar enquanto não terminar a história.

Prepare-se para a emoção e já deixe a caixa de lenços do lado.



domingo, 5 de abril de 2015

Resultado da Maratona Literária de Páscoa (24 em 48)



Estava com tantos livros para ler, inclusive uma leitura meio pausada, fazia no mínimo duas semanas, então quando vi a Maratona Literária de Páscoa, proposto pela Nayana do Distrações Diárias, não pensei duas vezes, montei uma meta de leitura e comecei a ler assim que tive a oportunidade.

A Maratona consistia em ler por 24 horas, não seguidas, em um prazo de 48 horas.

Devo dizer que não marquei o tempo de leitura e talvez nem tenha usado todo esse prazo, mas... consegui atingir a minha proposta. o/

Comecei na quinta feira às 22 horas, com A Morte de Sarai, o livro que estava com a leitura pausada há duas semanas (a rotina semanal não tem me deixado ler o tanto que gostaria), demorei a pegar o ritmo e depois de iniciada a leitura, logo deu sono e fui dormir. (cansaço falou mais alto), acordei cedo na sexta feira e continuei a leitura, até finalizar.

O próximo da lista foi A Mais Pura Verdade, um livro sem igual, dormi um pouco após o almoço e continuei a leitura até o final da noite. Estava chocada com os fatos narrados pelo livro.

Aí começou a parte da procrastinação durante a maratona literária, (afinal quem nunca?), fiquei acordada até altas horas da madrugada e não li mais nenhum livro. rs

No sábado, acabei lendo o último livro da Meta de leitura: Remoto e Improvável, um livro que demorei a conseguir começar a ler (explicarei melhor na resenha).

Foi uma experiência bem legal, não coloquei uma meta muito pretensiosa, por medo de não conseguir atingí-la e o melhor foi trocar experiências no grupo que a Nayana criou no Facebook, para tal intuito.

Maratonas literárias nos feriados têm me ajudado a empolgar nas leituras ao ponto de me fazer pensar qual será o próximo feriado prolongado e qual será a próxima meta. hehehe

Dentro dos próximos dias, as resenhas desses três livros lidos durante tal maratona serão postadas.

E você, já participou ou pretende numa próxima oportunidade? 

Ah, quase ia esquecendo de comentar: a Juliana do Café com Livros também participou dessa maratona. 













quinta-feira, 2 de abril de 2015

Maratona Literária de Páscoa (24 em 48)




A Nayana do Distrações Diárias criou uma maratona para esse feriado de Páscoa que pode ser conferida aqui.

Tal maratona consiste em ler por 24 hs no período de 48 hs.

Vai me ajudar a dar uma acelerada nas leituras que andam paradas há quase 2 semanas. Tentarei resenhar alguns dos livros e talvez fazer um post contando como foi o meu progresso.

Vamos aos livros escolhidos:

1) A Morte de Sarai - J.A. Redmerski - 255 páginas (esse já está iniciado)

2) A Mais Pura Verdade - Dan Gemeinhart - 224 páginas

3) Remoto e Improvável - Guilherme Oli e Paloma Leite - 120 páginas


Se animar, tentarei reler o primeiro livro escrito da Agatha Christie, ou talvez algum ebook. 

Também foi criado um grupo no Facebook para conversar sobre metas e/ou progresso de leitura.

Alguém disposto a encarar uma maratona literária?



terça-feira, 31 de março de 2015

Entrevista #01 - Marina Carvalho



Uma amiga blogueira decidiu fazer uma série de posts para comemorar o mês de março, dando enfoque nas mulheres. Caso queira conferir os posts, só visitar o blog Café com Livros da Juliana.
Outro dia, veio me contar que entrevistaria a Marina Carvalho (minha autora nacional favorita) e, me pediu ajuda para algumas perguntas. Como fã girl, não poderia deixar de contribuir. Eis aqui o resultado:

No post de hoje, para encerrar o Especial Mês da Mulher, vamos conhecer um pouco mais sobre Marina Carvalho. A escritora mineira, que ficou conhecida por suas obras Simplesmente Ana e De Repente, Ana, é uma boa referência de personagens adequados para jovens. 
A escolha de Marina como uma das escritoras que se destaca na literatura nacional atual se dá tanto pela qualidade de seus textos quanto pela identificação de suas personagens femininas com o nosso lado mais sonhador e mais romântico.
Suas mocinhas despertam nosso lado mais romântico e sonhador. Não é à toa que ela conquistou uma série de fãs pelo Brasil afora. Com a qualidade de seus textos e a simpatia e doçura com que trata todos que a procuram, Marina tem alcançado cada vez mais sucesso e vários amigos pela internet afora.
É por isso que hoje eu e uma amiga, também super fã (ou algo mais que isso, acho que super fã, no caso dela é pouco), a Cintia, do blog Panda Reader's vamos trazer pra vocês a entrevista que a Marina nos concedeu. Falamos de muitas coisas, mas, principalmente, de Elena, o novo livro de Marina, que será lançado mês que vem!

1 - O livro Elena conta a história da filha de Ana e Alex. Nesse livro, os nossos queridos protagonistas das histórias anteriores estarão mais velhos. Teremos uma participação ativa deles, ou serão apenas personagens secundários agora?

Marina Carvalho: Ah, o que posso dizer? Ana e Alex são peças importantíssimas na história da Elena, mas deixaram de ser os protagonistas. De qualquer forma, a presença deles é constante e fundamental para o desenvolvimento do enredo.


2 - E os personagens secundários dos outros livros, como o rei e Irina? Teremos alguma novidade com relação a eles?

Marina Carvalho: Ju, você está me deixando numa situação difícil. Se eu responder a essa pergunta, vou acabar entregando o ouro, de um jeito ou de outro. rsrsrs Mas... Assumo: eles aparecerão também.


3 - Elena será o fim da história da Krósvia, ou podemos esperar mais dessa nova geração da personagem?

Marina Carvalho: Hoje, dia 27 de março de 2015, declaro que ELENA coloca um ponto final na história da Krósvia. Mas eu sou volúvel. Quem sabe eu acabe mudando de ideia um dia desses? Rsrsrs


4 - O que a fez mudar o estilo de narrativa e escrever Elena como um New Adult?

Marina Carvalho: Bom, eu sou muito fã do gênero NA. Adoro os livros da Jamie McGuire, da Colleen Hoover, da Tamara Weber. Quis me desafiar ao escrever algo nesse estilo. Deu trabalho, mas eu amei cada etapa do desenvolvimento do enredo. Acho que alcancei meu objetivo. Hehehe


5 - Agora falando de Rafa e Bernardo, podemos esperar mais histórias envolvendo estes personagens?

Marina Carvalho: A princípio, só mais uma. Estou escrevendo a história deles sob a ótica do Bernardo agora.


6 - Você é fã de volei e sempre menciona algo em seus livros. Esses fatos tem alguma relação com coisas que aconteceram na vida real ou é tudo ficção mesmo?

Marina Carvalho:  Ah, eu amo vôlei desde pequenininha. Assisto a muito jogos ao vivo, nos ginásios, e já fui jogadora (péssima) na época da escola. É o esporte coletivo que mais aprecio. Por isso acabo fazendo menção a ele nas minhas histórias.


7 - A Cintia criou o Panda Reader's para estimular seus alunos a ler. Como você vê sua influência como escritora entre seus alunos, ou entre a garotada em geral?

Marina Carvalho: Eu sempre incentivei a leitura entre meus alunos, antes mesmo de me tornar escritora. Faço isso sendo uma leitora voraz, que gosta de ler histórias que fazem a cabeça deles, como os livros de fantasia, romance e mistério. Hoje, como escritora, percebo que a influência aumentou, mas a responsabilidade também. Acredito que a meninada vê em mim um caso que acabou dando certo, e isso, por si só, é um modelo que muitos querem seguir.


8 - Como você enxerga as protagonistas femininas dos livros publicados mais recentemente? Você acha que elas retratam a realidade das mulheres de hoje, ou ainda há algum estereótipo que precisaria ser desfeito?

Marina Carvalho: Eu penso que não há um estereótipo. Cada caso é um caso. Existem mocinhas recatadas, submissas, seguras de si, autossuficientes, avançadas, enfim, de todas as formas possíveis. Precisamos, como leitores, saber diferenciá-las e entender que é tudo ficção. Se isso fica claro para todo mundo, beleza! O que não dá é para adquirir uma personalidade literária e sair por aí agindo feito Anas, Anastasias, Hermiones, Bellas, etc. Afinal, livro é livro e vida real é vida real.


E então, gostaram? Dentro em breve farei um outro post sobre como conheci os livros da Marina Carvalho e outras ideias (parar por aqui para não estragar a surpresa).


domingo, 22 de março de 2015

Crítica n° 01 - O Caso dos Dez Negrinhos (Peça de Teatro)

E o sonho de uma vida se concretizou...
Ao ter o conhecimento que um dos livros mais famosos da Agatha Christie seria encenada em São Paulo, não sosseguei enquanto não fui conferir o espetáculo.
A Companhia London é a responsável pela adaptação brasileira e, a peça está em cartaz às sextas, sábados e domingos às 20 hs, até o final do mês de março.

Essa peça foi adaptada pela própria Agatha Christie para o teatro e, por decidir assisti-la, reli o livro para relembrar os detalhes, a resenha pode ser conferida aqui.

Informações Úteis

O Caso dos Dez Negrinhos

Onde: Teatro Brigadeiro. Av.Brigadeiro Luis Antonio, 884 São Paulo – SP
Quando: Sextas | Sábados | Domingos às 20h00
Duração: 1h45min

Sinopse

Oito pessoas vão passar alguns dias em uma ilha, onde já estão dois empregados, sendo que essas 10 pessoas não conhecem o anfitrião. Após o primeiro jantar, são confrontados por uma voz misteriosa, vindo de uma gravação, acusando-os de ter cometido assassinatos nos seus passados e, logo após, começam a ser assassinadas. Procuram na ilha por possíveis esconderijos e ao constatar que não há mais ninguém na mesma exceto eles, começam a trocar informações e acusações, pois dentre eles está o cruel assassino que segue à risca uma canção de ninar, colocada na lareira.

Como fã de Agatha Christie, não poderia perder a oportunidade de conferir uma adaptação teatral de um dos melhores livros da Dama do Crime. Mesmo morando no interior do estado, fui até a capital duas vezes para conferir.

O texto foi originalmente adaptado pela própria autora, tendo alterado alguns detalhes para melhor se adequar aos palcos. E que foi magistralmente seguido nessa versão brasileira.

O cenário é simples e bem montado, basicamente um ambiente com algumas perspectivas de outros ligados ao principal: sala de visitas. Os personagens foram muito bem construídos pelos atores, que souberam conduzir com maestria a apresentação de cada um à plateia.

A primeira vez em que assisti, estava numa posição privilegiada, então acompanhei cada movimento, com plena convicção de que, se tivesse alguém me filmando, teria captado os brilhos nos olhos de uma fã incondicional da obra da Rainha do Crime, tendo parecido sonhando e se imaginando inserida no meio do palco juntamente com os demais personagens.

Era tanta emoção aflorando que nem ao menos percebia o tempo passando, tentava lembrar a ordem exata das mortes, para focar a atenção nos atores e onde os demais estavam.

O texto ficou bem fluído, com leves toques de humor, os atores muito bem ensaiados, com uma entonação ótima, trejeitos, olhares, expressões faciais, vestuário, enfim... não é por ser fã da obra da autora, mas não tive do que reclamar. A diversão foi tão garantida que fui obrigada a voltar e levar amigas para confirmar o quanto está imperdível.

E o final da peça é diferente do livro, sem spoiler, um dos grandes comentários dos espectadores, pois vários não sabiam que foi a própria Agatha a mudar o final da peça, quem já leu o livro, sabe bem o porquê disso.

E o carisma dos atores que interpretam os personagens do Lombardi e Vera, me encantaram ao assistir a peça e mais ainda ao conversar após o espetáculo.

Se mora ou tem oportunidade de ir até São Paulo no próximo final de semana, se programe para assistir a peça, sinto por ter demorado a dar essa dica, mas não se arrependerão de curtir uma peça de um livro tão sensacional como esse e tão polêmico quanto.

E quem sabe, vamos torcer para a Companhia London se inspirar e trazer outras montagens de alguma outra obra da genial Agatha Christie.









sábado, 21 de março de 2015

Resenha n° 07 - E Não Sobrou Nenhum



Título: E Não Sobrou Nenhum

Autor: Agatha Christie

Editora: Globo Livros

Páginas: 400

Classificação: 5 estrelas e favoritado


Sinopse: E não sobrou nenhum - Maior sucesso de Agatha Christie e marco da literatura policial do século XX ganha nova edição. Uma das mais complexas tramas da autora: E não sobrou nenhum cativa e arrebata os leitores. Em meio a conflitos psicológicos e uma coleção de suspeitos, um criminoso escapa às garras da lei. No seu momento de maturidade literária, intensa criatividade e inventividade, Agatha Christie nos brinda com: E não sobrou nenhum, considerado o melhor livro de suspense de todos os tempos, uma pérola do romance policial. Uma trama urdida cuidadosamente onde nenhum detalhe está fora do lugar, com a construção de incríveis elementos: a ilha deserta e isolada, a grande mansão e principalmente o fato de todos os convidados serem mutuamente suspeitos. Com essa atmosfera a autora já abre inúmeras possibilidades para a evolução da trama, e este é um dos seus grandes trunfos utilizados com muita argúcia para enriquecer o enredo. Outro fator que atesta a importância e a força desta ambientação é que os elementos utilizados por Agatha Christie tornaram-se alguns dos lugares-comuns mais visitados de toda a ficção policial em filmes, seriados, novelas e até mesmo em jogos de tabuleiro. Outro aspecto explorado no romance é a exposição de facetas psicológicas dos personagens que ganham grande importância, pois é desta camada que vão surgindo alguns estados de loucura que são evidenciados em função do confinamento, do medo de ser a próxima vítima e da suspeita mútua de quem possa ser o assassino. Os supostos crimes cometidos vêm à tona, e ao longo do livro vão ganhando camadas e elucidando os motivos que unem personagens tão díspares. Culpados ou inocentes? Algozes ou vítimas? Nesse jogo de gato e rato identificar o assassino não é tarefa fácil e o leitor vai aventando possibilidades, perscrutando os personagens e mergulhando nesta trama onde culpa, arrependimento e loucura vão se confundindo. Lançado em 1939 E não sobrou nenhum quebrou as regras vigentes até então para o gênero policial e investigativo, porque em sua narrativa nenhum detetive soluciona o mistério e o criminoso escapa das garras da lei. A obra também foi adaptada para o cinema pelo diretor René Clair, em 1945, com o título O Vingador Invisível. Aclamado pelo público trata-se de uma aula de como elaborar um romance do gênero: apegado ao real, sem excessos, com personagens consistentes e fluidez. É sem dúvida um romance basilar do gênero. A autora Agatha Christie (1890-1976) é a mais famosa escritora de romances policiais do mundo, e uma das escritoras mais vendidas e traduzidas em todos os tempos. Durante praticamente cinquenta anos, a autora inglesa, considerada a Rainha do Crime, escreveu oitenta romances, várias coletâneas de contos e doze peças teatrais. 


Bom, primeiro vou situá-los sobre essa edição em que li. É uma reedição de um dos mais famosos livros da Agatha Christie, o livro mais conhecido como O Caso dos Dez Negrinhos, cuja edição na figura abaixo, foi a primeira em que li.



O Caso dos Dez Negrinhos foi publicado em 1939, no Reino Unido, o título criou uma certa polêmica ao chegar nos Estados Unidos, onde recebeu outro nome: Os Dez Indiozinhos (outra polêmica) o que acarretou na mudança para esse título E Não Sobrou Nenhum (particularmente não gostei desse título, quem já leu sabe o porquê). Essas polêmicas giraram em torno de racismo, o que não se configura por ser referência à cantiga de ninar que dá origem ao nome do livro.

Polêmicas a parte, vamos as minhas impressões sobre essa releitura.

Apesar de fazer muito tempo desde a última vez em que li esse livro, por sinal foram tantas que nem sei contabilizar o total, a cada página lida vinha uma sensação maravilhosa de rememorar a escrita de minha primeira e eterna escritora favorita, a mentora do gênero policial que tanto amo ler.

Optei por essa edição por estar disponibilizado no Kindle Unlimited, estilo de empréstimo de livros digitais, sempre que tenho a opção pela leitura em livro físico ou ebook, acabo por optar em ebook pela facilidade em aumentar a letra e ler a noite. 

Logo no inicio notei uma mudança em alguns aspectos nessa edição, mas acho que estou me precipitando. Vamos ao enredo primeiro.

Oito pessoas são convidadas a passar alguns dias em uma ilha onde havia uma certa especulação sobre quem seria o dono. Sendo que na ilha, já estão dois empregados para recebê-los. Somos apresentados a cada personagem e o narrador onipresente nos permite adentrar nos pensamentos mais íntimos de cada um e, nos mostra o quanto são suspeitos desde o início, ou seria somente por conta da releitura?

Depois de uma noite agradável em que todos se conhecem e jantam, surge uma voz acusando cada um dos presentes de ter cometido um assassinato, causando um pânico generalizado, pessoas tentando se justificar, provar sua inocência, ao que acontece a primeira morte.

Algumas horas se passam e após outras mortes, os hóspedes começam a associá-las com a canção de ninar que está em cima da lareira de cada quarto e, coincidentemente ou não, é seguida a risca, ao mesmo tempo em que as estátuas de soldadinhos (nessa edição) são quebradas, indicando as pessoas mortas.

Os hóspedes/suspeitos então passam a tentar se analisar mutuamente, de modo a descobrir quem seria o assassino, que só pode ser um dos presentes. O lado psicológico entra em cena, pois nenhum das supostas vítimas sabe ao menos quem é o assassino e muito menos quem será a próxima vítima.

O que você ainda está esperando e não foi procurar esse livro para ler? Corre.